Em junho, Mato Grosso foi o segundo Estado do país que mais gerou empregos, apresentando um saldo positivo de 3,6 mil contratos celetistas, de acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na última semana. Resultados positivos também foram verificados em Minas Gerais (+9.746) – estado que mais criou postos –, Maranhão (+2.001), Goiás (+1.863) e Ceará (+1.222).

Dos oito setores pesquisados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Mato Grosso, seis apresentaram saldo positivo, sendo que o setor da agropecuária foi o responsável pelo crescimento de empregos formais no Estado, com o maior saldo de 2.327 contratações no mês.

A construção civil foi o segundo setor que mais contratou, com um saldo de +741 contratos. A indústria de transformação e a administração pública foram os únicos setores que apresentaram saldo negativo de -230 e -4 contratos encerrados.

O maior saldo de contratações foi registrado nos municípios de Sorriso (+436) e Primavera do Leste (+435). Segundo o Caged, o aumento de contratações está relacionado à sazonalidade da agricultura. Em junho, é quando tem início a colheita da segunda safra de milho, sendo que Sorriso tem a maior área cultivada com o cereal em Mato Grosso, com 334.235 hectares na safra 2014/15, e Primavera do Leste tem a maior área semeada com o cereal na região Sudeste do Estado. O número de demissões foi maior que as contratações em Pontes e Lacerda (-263) e Várzea Grande (-251).

Em maio, a pesquisa mostrava que predominavam as demissões no Estado, com um saldo de -1.924 empregos e seis dos oito setores pesquisados tiveram saldo negativo no mês.

Dados nacionais
Com uma variação negativa de 0,27% em relação ao estoque do mês anterior, que acumula 40.860 milhões de vagas, o Caged indicou uma redução de 111.199 postos de trabalho no Brasil. Esse resultado foi menor que o declínio ocorrido em maio, quando foram suprimidas 115.599 vagas de empregos formais. As maiores perdas de vagas foram registradas em São Paulo (-52.286), Rio Grande do Sul (-14.013), Paraná (8.893) e Santa Catarina (-7.921).

O Caged também apontou a manutenção dos resultados positivos do setor da agricultura, que gerou, no período, 44.650 vagas de emprego formais e apresentou um crescimento de 57%. O panorama do setor agrícola, com um acumulado anual de 83.447 postos formais, impulsionou os efeitos na região Centro-Oeste, que apontou para um saldo positivo de 3.508 vagas no mês e de 33.178 no ano.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, é preciso manter o otimismo quanto à recuperação da economia e dos postos de trabalho neste segundo semestre. “Apesar de ser mais um mês negativo, já podemos notar uma redução no ritmo das demissões. Isso será potencializado com a entrada do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), com a consolidação das medidas do ajuste fiscal e de investimentos com os previstos no Programa de Investimento em Logística (PIL), além do FGTS, que vai continuar financiando setores fundamentais como o da construção civil”, afirmou.

Fonte: G1