Fatia da região no PIB passou de 8,8%, em 2002 para 9,8%, em 2012. Sudeste segue com a maior fatia do PIB brasileiro entre as regiões (55,2%).

De 2002 a 2012, a participação da região Centro-Oeste no Produto Interno Bruto (PIB) do país foi a que mais cresceu, de 8,8% para 9,8%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14). Os estados que mais contribuíram para esse aumento foram Goiás (2,8%) e Mato Grosso (1,8%).

Apesar do aumento da participação do Centro-Oeste, o Sudeste segue com a maior fatia do PIB brasileiro entre as regiões (55,2%), ainda que tenha recuado 1,5 ponto percentual em relação a 2002.

De acordo com o IBGE, em 2012, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal e Bahia concentravam 76,6% no PIB brasileiro. São Paulo concentrava 32,1% do PIB brasileiro em 2012.

“O Rio Grande do Sul (4ª economia] está passando por vários problemas climáticos e no começo da série perdeu muito a participação por causa dos problemas climáticos”, disse Roberto Luís Olinto, diretor de pesquisas do IBGE.
Sobre a permanência das cinco primeiras colocações no PIB desde o início da série. “São Paulo está bem acima, para tirar concentração do Brasil ao ponto de ameaçar são Paulo, vai levar muito tempo. Entre o segundo e o quinto são estados com características bem definidas e distância em relação ao PIB, o valor, muito bem definida”.

“São Paulo sozinho tem mais ou menos um terço de participação no PIB. Ainda é a locomotiva, sempre, em qualquer estudo de série, São Paulo é a locomotiva. São Paulo sempre foi o primeiro, Rio, o segundo, Minas, o terceiro, Rio Grande do Sul o quarto e Paraná, o quinto. Sempre foram porque a distância entre eles é grande. O que gostaria de destacar é que o Rio de Janeiro, em 2012, atinge a marca de meio trilhão”, disse Olinto.

Entre todas as regiões, o Distrito Federal mostrou o maior PIB per capita, de R$ 64.653, quase três vezes a média brasileira e quase o dobro do vice-líder, São Paulo (R$ 33 624,41). Na outra ponta, estão Maranhão (R$ 8.760,34) e Piauí (R$ 8.137,51), com os menores PIBs per capita entre as 27 unidades da federação.

Em 2012, oito unidades da federação (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal e Bahia) representaram 76,6% no PIB brasileiro.

Outras regiões

A região Sul manteve a participação de 2011 no PIB brasileiro, de 16,2%. Perderam participação relativa Rio Grande do Sul (de 6,4% para 6,3%) e Santa Catarina, de 4,1% para 4,0%, respectivamente. O Paraná (5,8%) manteve a participação de 2011.

A participação da Região Norte recuou, indo para 5,3% do PIB, influenciada pela queda verificada no Amazonas (de 1,6% para 1,5% do PIB).

O Nordeste mostrou participação de 13,6% do PIB, acima da fatia de 2011. Bahia (3,8%) e Pernambuco (2,7%) aumentaram suas participações no PIB brasileiro.

Última divulgação

“O que é importante chamar atenção que essa divulgação é a última dentro do sistema de contas nacionais com a base antiga (2000). Dentro do planejamento, a divulgação da nova série (com base em 2010) se dará no ano que vem. O cronograma ainda vai ser definido, mas no primeiro trimestre do ano que vem, já sai o novo sistema de contas. Para o ano que vem, já vão estar adequados a nova base de contas”, informou Roberto Luís Olinto.

Olinto acrescentou que entre as mudanças estão a introdução do Censo Agropecuário e a Pesquisa de Orçamento Familiar (2008). “Nós fizemos pesquisa especifica sobre consumo de matéria prima da indústria e a questão mais importante são as novas recomendações do centro de contas, chamada recomendações 2008. E elas estão sendo introduzidas nos países do mundo.”

Olinto adiantou que o IBGE vai introduzir ainda o valor dos softwares nos sistemas. “Todas as mudanças, são mudanças conceituais. Formação bruta de capital, investimento, capital fixo, parte de gastos são considerados informação de capital, banco de dados, gastos da extração mineral. Esses são os mais importantes. Isso existia, mas era considerado gasto não formação de capital. Essas coisas todas, a gente está introduzindo e vai a partir do momento que divulgar calendário, vamos marcar um seminário para explicar melhor.”

Fonte: G1