Fundo GovTech investe R$ 3 milhões na Kinebot, startup de soluções ergonômicas baseadas em inteligência artificial
fevereiro 24, 2026

24 de janeiro de 2026 – A Kinebot, startup de automação de análises ergonômicas usando inteligência artificial, é a mais nova investida do fundo Gov Tech, cogerido pela KPTL e pela Cedro Capital, duas das mais relevantes gestoras de fundos de venture capital do País. A empresa, que já tem entre os clientes grandes frigoríficos, empresas automobilística e de bens de consumo, recebeu um aporte de R$ 3 milhões, que serão usados para acelerar o processo de expansão, dentro e fora do Brasil.

Com a expansão, a meta é crescer 60%, em 2026, e dobrar de tamanho, em 2027. “Vamos escalar a presença nacional e reforçar a estratégia de internacionalização, com diferentes canais de venda”, afirma Cauê Marinho, cofundador e CEO da startup. Atualmente, a Kinebot beneficia mais  de 450 mil trabalhadores, em 29 países e 7 línguas.

Focada no mercado industrial, a startup utiliza visão computacional e inteligência artificial na automação da identificação de riscos ergonômicos conforme a lei no Brasil, regulamentada pela NR-17. O software, desenvolvido e licenciado pela empresa, sediada em Curitiba (PR), avalia riscos de levantamento de carga, biomecânicos e de repetitividade, entre outros pontos regulamentados pela norma, criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 1978 e atualizada em 2022.

Os ganhos iniciais para as empresas são em economia e agilidade. Com a automação, é possível reduzir em até 80% o custo e em cinco vezes o tempo necessário com as análises. “Mas há também amplos ganhos de produtividade e uma diminuição considerável dos gastos e riscos com passivos trabalhistas, que podem superar a casa dos milhões de reais”, afirma Marinho.

“É uma tecnologia que traz um ganho de eficiência para as empresas e aumenta muito as garantias de segurança e saúde dos trabalhadores, reduzindo brutalmente o custo de conformidade das empresas”, diz Alessandro Machado, sócio da Cedro Capital.

Atualmente, o mercado nacional é puxado principalmente por grandes empresas do setor industrial, como frigoríficos, empresas de bens de consumo, máquinas pesadas e montadoras. Entre os maiores clientes da Kinebot estão companhias como Marfrig, Electrolux, Mercedes e John Deer. Mas, no futuro, os sócios veem espaço para crescimento também em outros setores, como construção civil, logística, varejo, restaurantes e serviços em geral.

Internacionalização

A expectativa de expansão internacional é grande principalmente em outros países da América Latina que, assim como o Brasil, tem legislações mais rigorosas que o resto do mundo quando se trata de ergonomia e segurança do trabalho. No entanto, a empresa tem sido levada por clientes multinacionais também para países de outros continentes, como Marrocos, Paquistão e Singapura. “A legislação varia de país para país. Mas há um movimento de padronização da ergonomia no mundo, puxado pelas normas ISO”, afirma Marinho.

Como a legislação é mais rigorosa no Brasil, a startup tem, de saída, uma grande vantagem competitiva para disputar o mercado internacional, avalia o economista Adriano Pitoli, Head do Fundo GovTech da KPTL. “Este é um investimento emblemático de um dos pilares da tese de investimento do fundo GovTech: a de que o Brasil, como referência em transformação digital em serviços públicos, pode se tornar também um grande hub internacional de soluções na área”, diz.

Sobre a Kinebot
A Kinebot é uma startup de automação de análises ergonômicas usando inteligência artificial, com foco em grandes e médias indústrias. Fundada em 2021, em Curitiba, nasceu da junção do conhecimento técnico de Alison Klein, ergonomista com mais de 25 anos de experiência, com a expertise de três profissionais da área de tecnologia: Cauê Marinho, Leonardo Grandi e Rodrigo Lima. Entre seus principais setores de atuação estão o agronegócio, a indústria automotiva e de bens de consumo. Em 2025, foi vencedora no 100 Open Startups, na categoria IndusTech, e terceira colocada no Prêmio Sebrae Startups.